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terça-feira, 21 de junho de 2011

Culto de encerramento reúne 20 mil evangélicos


Cerca de 20 mil evangélicos participaram do culto de encerramento das comemorações dos 100 anos da Assembleia de Deus, realizado no Centro de Convenções “Centenário da Assembleia de Deus”, na Augusto Montenegro. O culto foi comandado pelo pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia em Belém, e teve a participação do Grupo Celebrai e das cantoras Alessandra Prado e Mary Monteiro, entre outras atrações.

Samuel Câmara avaliou como o momento mais marcante das comemorações as celebrações no Estádio Mangueirão, no sábado (18), dia da fundação da igreja, lembrando que às 15h o estádio teve que ser fechado por causa da lotação. “Deus escolheu esse tempo para sacudir, despertar a Igreja para a Igreja avançar”, avaliou o pastor.

Em meio ao culto, ele lançou uma campanha para modernizar a TV Boas Novas que transmitiu ao vivo toda a programação do Centenário para 22 capitais e 90 cidades do país. Samuel Câmara disse que “é um desafio para o povo evangélico usar a tecnologia da TV como instrumento de evangelização para servir Jesus melhor e dar aos jovens uma opção de fé e responsabilidade moral e religiosa”.

HONRA

Para o encarregado de obras, Elvis Oliveira, 41, a festa do Centenário “foi uma benção que marca o Pará”. Ivaneide Araújo Almeida, 31, mulher dele, disse que foi “uma honra muito grande para os paraenses. Foi maravilhoso”.

O pastor Moisés Vicente da Silva, 54, que veio de Marabá especialmente para a festa, disse que o evento “de alguma maneira traz uma esperança maior”. O pastor Sérgio Vieira, 35, veio de Minas Gerais. Segundo ele, “foi a maior e melhor apresentação que vi até hoje e vai ficar na minha lembrança e na lembrança de todos os evangélicos para sempre”.

CUSTOS

O Centenário da Assembleia de Deus custou cerca de R$ 25 milhões, incluindo a construção do Centro de Convenções que tem 13 mil metros quadrados. A programação teve início na última quinta-feira (16), com a inauguração dos três símbolos que marcaram o evento: o Museu da Assembleia de Deus, na rua João Diogo; a avenida Centenário (antiga Dalcídio Jurandir); e a inauguração do Centro de Convenções.

Durante os cinco dias da programação, houve cultos e louvores no Estádio Baenão e no Mangueirão, sempre com lotação completa. Foi feita ainda uma representação da chegada dos suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, que fundaram a Assembleia no dia 18 de junho de 1911, em Belém. Anteontem, foi realizado o batismo de duas mil pessoas que se converteram à Assembleia de Deus. A ação foi realizada na Praia Grande, em Outeiro.

A Assembleia de Deus está presente em 176 países. Somente no Pará existem 4.500 templos. (Diário do Pará)

IEAD - O Centenário

Dom Taveira encontrou 60 mil assembleístas


Uma noite de sábado (18) diferente no Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão. Não era dia de RExPA, mas a lotação das arquibancadas, cadeiras, camarotes e até mesmo da área do gramado anunciavam que um grande evento estava em realização: a comemoração em homenagem ao centenário da igreja Assembleia de Deus. Ao todo, estima-se que aproximadamente 60 mil pessoas reverenciaram a Deus através dos shows de cantores evangélicos e das palavras de diversos pastores, tendo à frente o presidente da congregação, pastor Samuel Câmara. Além disso, um momento histórico pôde ser registrado: pela primeira vez, uma autoridade católica, o Arcebispo de Belém Dom Alberto Taveira, foi prestigiar um evento da Assembleia de Deus.

“A minha mensagem é muito simples, é levar a paz do Senhor. Todos reconhecerão que somos discípulos de Jesus quando fizermos um dos ensinamentos dele, que é amar uns aos outros”, disse Dom Alberto Taveira à multidão. Outras autoridades também estavam presentes, como o governador do Estado, Simão Jatene, o senador Flexa Ribeiro, o presidente da Assembleia Legislativa, Manuel Pioneiro, entre outros. “Não vim aqui para falar, vim para ouvir e ver essa bonita celebração do amor, da vida. Que o amor, a amizade, a fraternidade nos acompanhem na construção de uma sociedade melhor, de uma vida mais feliz”, ressaltou Jatene aos fiéis, lembrando que a igreja é uma grande aliada do poder público no combate aos problemas sociais. “A aliança é absolutamente necessária para a construção de um Pará melhor”.

SEM CHUVA Entre os diversos momentos de oração, o pastor Samuel Câmara destacou que um dos milagres da noite foi não ter chovido. “Até a última quarta-feira, choveu torrencialmente todos os dias nesse horário. Na quinta-feira e neste sábado, dias de comemoração do centenário, só caiu chuva de glória da presença de Deus”, comemorou. Ele aproveitou para convidar os fiéis para o próximo aniversário da igreja. “Em março do próximo ano estaremos comemorando os 100 anos da Assembleia de Deus em Bragança e com certeza a festa será tão grandiosa como a de hoje”.

BRASIL TODO Uma verdadeira diversidade de pessoas advindas dos mais diferentes Estados do Brasil. Nos arredores do Mangueirão, era possível ver os ônibus de muitas caravanas evangélicas. O comerciante Eliano da Silva, de Tocantins, não pensou duas vezes e seguiu viagem por 15 horas para prestigiar as comemorações do centenário. “Eu sou fascinado pela história da igreja e sabia que a festa seria muito bonita. Eu não podia perder. Vim junto com outros 45 fiéis e foi bem melhor que o esperado”, ressaltou. As estudantes Jessica Leal, de 13 anos, e Rebeca de Souza, de 16 anos, vieram de Açailândia, no Maranhão.

“Viemos com mais oito pessoas de Açailândia. Pelo que nós sabemos, vieram ao menos 20 ônibus de São Luís. Conhecemos gente do Brasil todo aqui, até mesmo de fora do país. Valeu muito a pena não só por conhecer fiéis de outros lugares como também por conseguirmos ver a presença de Deus nesta festa”, destacou Rebeca de Souza. (Diário do Pará)

IEAD - O Centenário

Cerca de 2 mil pessoas no Batismo nas Águas


“Foi uma vitória de Deus nesse Centenário”. Entre lágrimas, Sebastiana Macedo, 43 anos, resumia o batismo recebido ontem (19) na Praia Grande, no Outeiro. Sebastiana fez parte da multidão que veio dos mais variados bairros de Belém participar do “Batismo das Águas”, programação alusiva aos 100 anos da igreja Assembleia de Deus. Quase duas mil pessoas, segundo estimativas dos coordenadores, participaram da cerimônia. O “Batismo nas Águas” foi um dos últimos momentos da intensa programação da Assembleia de Deus para celebrar o primeiro centenário.

Com um trio elétrico puxando a celebração, foi feita uma grande evangelização antes do início dos batismos. O Batismo em Águas foi celebrado por uma comissão formada pelos pastores Eurípedes Moraes, Joel Jardim e André Luis.

Com a maré enchendo no momento dos batismos, iniciados às 10h45, os cuidados eram dobrados. Caravanas da Bahia, de Criciúma, Minas Gerais, Goiânia e Santos, acompanharam de perto a ação evangélica. “É uma satisfação muito grande participar dessa festa. A gente faz parte dessa história”, disse o pastor Natanael Medeiros, da Bahia.

Mal contendo a emoção Maria Elza dos Santos, 42 anos, saiu cedo do Guamá. Com ela, o filho Felipe dos Santos, 12 anos, cadeirante. “É uma bênção”, dizia ela. Felipe também acreditava nisso. “Estou feliz, mas só com um pouco de medo”, disse.
Segundo o pastor Eurípedes Moraes, para participar do ‘Batismo em Águas’, os fiéis procuraram os templos dos seus bairros para adquirir um kit batismo, que contém uma bata e um certificado. Mas para quem não teve chance de se cadastrar com antecedência, houve uma comissão de inscrição para receber os membros que não haviam sido inscritos. “A pessoa que ainda não é batizada e que já tenha aceitado a Cristo como Salvador, pode fazer a inscrição no local e se batizar. Todos foram muito bem-vindos”, diz.

As cerimônias foram feitas em grupo, contando com o apoio de dezenas de pastores. Uma tenda serviu de apoio para receber fiéis e ajudar na preparação para a cerimônia. “É um dia maravilhoso”, resumiu o pastor. Foi o que sentiu a menina Vitória de Albuquerque, 12 anos. Moradora do bairro do Curió-Utinga, veio com uma caravana de dez pessoas. Da Pedreira, o pastor Ronaldo Almeida trouxe nove pessoas para o batismo. “Aqui tem gente de 9 a 39 anos”, disse, explicando que muitas crianças já tem a consciência de Deus, por isso podem ser batizadas.

Um dos primeiros a batizar foi o pastor Dionísio Maciel, de Val-de-Cães. Com ele, o filho Eider, de sete anos. “Não há glória maior. Meu filho teve a oportunidade de participar dessa festa. Como pastor e como pai, vivo uma felicidade imensa neste momento”, afirmou.

Em fila, os grupos iam aos poucos se dirigindo às águas. Uma equipe de segurança dos bombeiros monitorava as ações. O batismo em si era rápido. O pastor responsável imergia o fiel de corpo inteiro. Restava ao final, a emoção. Os recém-batizados buscavam o registro em fotos com amigos e familiares. “Há um ano aceitei Jesus. Hoje tinha de participar dessa festa”, afirmou Raimunda Celina, 66 anos, antes de ser abraçada pela neta e pela filha e posar para uma foto ainda com a bata molhada.

ENCERRAMENTO
Nesta segunda (20), às 19h, um culto no Templo Central da Assembleia de Deus encerra a programação oficial do Centenário. Mas as comemorações seguem. Em julho serão lançados CDs de cantores e pregadores do Centenário. (Diário do Pará)

IEAD - O Centenário

domingo, 19 de junho de 2011

Memória viva dos primórdios da igreja centenária


Ela caminha em passos miúdos. Com disposição, adentra a sala da sua residência na travessa 9 de Janeiro, entre Antônio Barreto e Diogo Moia, onde os nove filhos foram criados. Com a vista já fraca, pergunta onde estão as pessoas que vieram conversar com ela e não esconde a ânsia em refazer a própria trajetória, uma história que se confunde com a trajetória da Assembleia de Deus.

Maria Correia completou 94 anos de idade na sexta, véspera do Centenário. Seguidora da igreja desde 1924, Maria é considerada a evangélica mais antiga ainda viva. Com bom humor e lucidez, ela começa a tecer suas lembranças mais remotas. “Lembro que eu tinha sete anos quando disse para a minha mãe que queria aceitar Jesus. Via as pessoas na igreja orando e cantando os hinos e queria participar também”, recorda-se.

A escolha espontânea de Maria em fazer parte da Assembleia de Deus contou com o apoio dos pais, Canuta e Frutuoso Queiroz. O casal começou a frequentar os cultos da igreja ainda em consolidação e abriu as portas de sua casa para recebê-los. “Assisti ao culto daqueles que vieram para trazer a palavra [referindo-se a Samuel Nystron e Nels Nelson]. Era criança e, quando fui aprendendo a ler, fui conhecendo as escrituras e o trabalho deles”, conta.

Sobre os cultos realizados na casa dos pais, Maria recorda da presença de Celina Albuquerque, a primeira assembleiana a ser batizada pelo Espírito Santo: “Ela era uma senhora idosa. Lembro dela na sala de casa, participando dos cultos”. E por falar em batismo, Maria teve o privilégio de ser batizada pelo Pastor Nels Nelson, que na época era dirigente da Igreja Mãe, na 14 de Março: “Fui batizada e também presenciei batismos, tanto os realizados pelos homens como pelo Espírito Santo, quando a pessoa fala línguas estranhas, tomada pela força do Senhor”.

A relação de Maria com a igreja, estabelecida ainda na infância, se consolidou ao longo das décadas, quando ela começou a participar ativamente dos trabalhos da Assembleia de Deus. Durante seis décadas, ela exerceu as funções de dirigente dos Circuitos de Oração e diretora da Escola Dominical nos bairros de Fátima e Umarizal. Mas o seu trabalho mais apaixonante foi com a música. Dirigente do Coral das Senhoras, Maria dividiu com outras fiéis o seu prazer em cantar. Prática que até hoje ela desempenha com maestria, ao cantarolar todos os dias dezenas de hinos dos quais ainda recorda.

Sobre esta ligação com a música, o filho Elias comenta. “O primeiro hinário da Assembleia de Deus possui 524 hinos e ela lembra cerca de 60% deles. O dia dela é cantando. Pode perceber que ela termina de falar uma coisa e volta a cantar outra vez”, emociona-se.

Perguntada sobre como consegue lembrar todos estes louvores, Maria é categórica: “Não tem como esquecer as coisas de Deus”.

Devido à idade avançada, Dona Maria deixou de desempenhar as suas atividades evangelizadoras e de frequentar a igreja. Mas quando dá, ela vai acompanhada da filha Edite assistir aos cultos. “Quando ela está bem de saúde a gente leva ela ao templo. Esta semana mesmo ela fez questão de participar da concentração no Estádio do Mangueirão em comemoração ao Centenário. Essas visitas são feitas com dificuldades, mas com o coração”, conta a filha.

Como disse a própria Maria, as dificuldades nunca a afastaram da palavra de Deus. Tanto que diariamente ela realiza um ritual pessoal de congregação, onde ela ora, canta seus hinos favoritos e acompanha trechos da Bíblia narrados pelos seus filhos. Além disso, amigos e familiares se reúnem eventualmente em sua casa para orar.

E neste 94º aniversário, Maria ganhou um presente especial. Uma homenagem pelo templo da Assembleia de Deus do Umarizal, no mesmo dia em que é celebrado o Centenário da igreja que Maria ajudou a construir. “Me criei na Assembleia e cresci junto com ela. Sou muito feliz por fazer parte desta igreja e desta história”. (Diário do Pará)

IEAD - O Centenário

Batismo das Águas leva mil ônibus hoje a Outeiro


A cena promete ser digna de epopeias bíblicas. Mais de mil ônibus dirigindo-se ao mesmo local, a Praia Grande em Outeiro. Lá, às 10h, terá início o Batismo em Águas, uma das maiores concentrações nesse sentido já feitas em Belém. Até a sexta-feira mais de 1.500 pessoas já haviam sido inscritas para participar do batismo coletivo.
Não chega a ser as cinco mil pessoas previstas de início, mas a Assembleia de Deus estima que cerca de 3 mil pessoas sejam batizadas. O Batismo em Águas é um dos últimos momentos da celebração do centenário da igreja.
Com um trio elétrico, a Comissão de Batismo fará uma grande evangelização antes do início dos batismos. A programação contará com a presença de cantores gospel. O Batismo em Águas será celebrado por uma comissão formada pelos pastores Eurípedes Moraes, Joel Jardim e André Luis.
“Essas pessoas aceitaram Jesus e se candidataram ao batismo. Receberam aulas sobre a importância desse batizado”, disse o pastor Eurípedes. Segundo ele, para participar do Batismo em Águas, os fiéis procuraram os templos dos seus bairros para adquirir uma espécie de ‘kit batismo’, que consiste em uma bata e um certificado
(Diário do Pará)
IEAD - O CENTENARIO
Foto: Benedito Braga

Carreata da fé leva 15 mil às ruas de Belém


Domingo, 19/06/2011, 03:23:17
Carreata da fé leva 15 mil às ruas de Belém (Foto: Elcimar Neves)

A carreata percorreu as principais avenidas da cidade no sábado (Foto: Elcimar Neves)

A manhã de sábado (18) foi de muita emoção para os evangélicos que celebraram um dos momentos mais simbólicos e especiais da grande comemoração do Centenário da Assembleia de Deus: a chegada dos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren. A data marcou a comemoração dos 100 anos do movimento pentecostal, que nasceu na capital paraense com a fundação da Igreja Assembleia de Deus no dia 18 de junho de 1911.

Para receber os membros da igreja que encenavam os pioneiros, centenas de fiéis se concentraram na Escadinha do Cais do Porto, ao lado da Estação das Docas, aguardando a chegada da embarcação “Saint Clement”, que aportou no cais por volta das 9h. Ao som da banda de música Nova Jerusalém, o grupo que desembarcou do navio foi recebido calorosamente pelos fiéis.

“É muita emoção poder relembrar a chegada dos missionários, estar aqui prestando essa homenagem e recebendo os irmãos que vem de fora”, diz emocionada a pedagoga e teóloga da Assembleia de Deus, Franciane Pantoja. O casal Joab Castro e Selma de Lima acompanhou a chegada do barco vestidos com roupa de época, uma forma de prestar homenagem a um momento que, segundo eles, jamais se repetirá em suas vidas. “Além de ser uma época bonita em que as pessoas se vestiam, achamos que seria a melhor forma de homenagear nossos fundadores”, conta Joab. “Somos evangélicos desde criança. Cem anos são cem anos”, comenta a esposa Selma aos risos. Após a chegada da embarcação, os fundadores do movimento pentecostal seguiram junto com os evangélicos em carreata pelas principais avenidas de Belém.

De acordo com a coordenação do evento, cerca de cinco mil veículos participaram da carreata, também acompanhada por 15 mil pessoas que se encerrou no Centenário Centro de Convenções, na avenida Augusto Montenegro. (Diário do Pará)

IEAD - O Centenário

sábado, 18 de junho de 2011

Jornal da Record da destaque ao Centenário da IEAD.

O Jornal da Record noticiou os 100 anos da IEAD no Brasil. A Emissora está de parabens pela imparcialidade em divulgar a reportagem. Toda gloria seja dada ao Senhor Jesus que enviando os missionários abriu com a Palavra de Deus a porta brasileira para que todo pecador tenha no evangelho a Esperança da Salvação. Deus em Cristo Seja Louvado por este grande feito a ele Honra e Glória. Daniel Berg e Gunnar Vingren Já dormem no Senhor, mas o Senhor que os enviou não! Aleluia!!! Portanto o feito a honra é de quem envia e não de quem é enviado, pois o enviado é apenas o instrumento que reflete a vontade de quem o ordenou pela obediência deles seja Deus engrandecido. Assista aqui:

IEAD - O Centenário

Carreata do Centenário reuniu cinco mil veículos


Sábado, 18/06/2011, 13:27:31
Carreata do Centenário reuniu cinco mil veículos (Foto: Elcimar Neves)

(Foto: Elcimar Neves)

Mais um momento da grande comemoração do Centenário da Assembleia de Deus se deu na manhã deste sábado (18), dia em que se completam os 100 anos do movimento pentecostal que nasceu na capital paraense. Por volta de 9h, aportou na Escadinha do Cais do Porto, ao lado da Estação das Docas, a embarcação caracterizada como a embarcação “Saint Clement”, na qual chegaram a Belém os pioneiros da Assembleia de Deus, Daniel Berg e Gunnar Vingren.

Membros da Igreja encenaram o desembarque dos fundadores do movimento pentecostal e, em seguida, evangélicos e não evangélicos seguiram em carreata pelas avenidas do centro da capital paraense, como Presidente Vargas, Nazaré, Almirante Barroso e Augusto Montenegro.

Segundo a coordenação da carreata, cerca de cinco mil veículos – entre carros particulares, vans, ônibus, motos e bicicletas - participaram da homenagem, também acompanhada por quase 15 mil pessoas. A carreata se encerrou no Centenário Centro de Convenções, na avenida Augusto Montenegro, com um culto que reuniu vários pastores de Belém e convidados. A programação terá continuidade, à noite, com pregações e apresentações de grupos gospel, no Mangueirão.

Fundadores – A embarcação “Saint Clement” era aguardada por muitos fiéis e a banda de música Nova Jerusalém, na Escadinha do Cais. Desde cedo, as ruas que dão acesso à Escadinha do Cais já estavam tomadas por carros particulares, ônibus e vans fretadas por caravanas que vieram do interior do Estado e outros estados, e motos. Do município de Tailândia, Aldenir Cristino Araújo veio com mais 46 pessoas de ônibus, e deve retornar pra casa somente após a celebração no Mangueirão na noite deste sábado (18). “Temos dois ministérios em Tailândia, das Missões e Madureira, mas também chegarão os irmãos da Igreja Batista. Nos organizamos na semana passada para estar aqui, só sabe a emoção o povo de Deus. É muita satisfação”, salientou.

Com uma bandeira de 4,5 metros por 4 metros nas mãos, Wenderson Andrade não se casava de balançá-la à espera da embarcação. A que empunhava é uma homenagem ao pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus em Belém, o “guerreiro do Centenário”, como o jovem frisou. “Fizemos cinco bandeiras e uma faixa de 15 metros: uma do núcleo de base, uma do grupo Encontro com Deus, outra do Encontro de Casais e uma da Rede de Jovens. Me converti há dez anos. Muitos já caíram e nós da Assembleia de Deus prevalecemos”, contou o membro do Templo do bairro da Pedreira. As bandeiras foram confeccionadas pela torcida do Payssandu.

Além do bairro da Pedreira, também estava na carreata membros de Templos do Bengui, de Nazaré, do Marco e de outros estados como Goiás e Rio de Janeiro.

Foi deste último que vieram os chofazeiros do Exército de Deus. Na cidade de Teresópolis, os sete integrantes do grupo que toca chofá – uma trombeta feita com chifre de carneiro – ensaiaram para prestar homenagem ao Centenário. De cima do trio elétrico, eles fizeram a sua apresentação no trajeto até o Mangueirão. “O chofá faz o chamamento, como está no Evangelho, capítulo VI, versículo 4. Em junho do ano passado estive em Belém para conhecer a programação, o que estava sendo programado, e levar nosso grupo. Foi um ano de preparação”, disse Vanderlei de Almeida Gonzaga, líder do grupo. (DOL)

IEAD - O Centenário

Mangueirão foi pequeno para tanto amor e emoção



Não havia como escapar da sina. Com o predestinado sobrenome de Evangelista, a paraibana Priscila, 23 anos, exibia com orgulho a bandeira do Estado enquanto amigos filmavam quase tudo ao redor. A professora Priscila era mais uma voz entre milhares a festejar no Mangueirão o segundo dia da celebração do Centenário da igreja Assembleia de Deus.

“É uma sensação maravilhosa a que estou sentindo”, dizia. Priscila Evangelista chegou a Belém no domingo passado. Com ela mais 13 pessoas, que tomaram o voo da capital paraibana até a capital paraense. Tudo para não perder a semana de celebrações.

Evangelista e amigos não eram os únicos. Do interior do Estado ou de outras cidades brasileiras, eram muitos os sotaques misturados na arquibancada do Mangueirão.

Os irmãos Marta, 35, Nair, 30, Evandro, 35, Narciso e o também predestinado Divino, 20 anos, vieram de Belo Horizonte. Chegaram de ônibus na terça-feira.

Marta filmava tudo. Divino fotografava. De sobrenome Gonçalves, a família mineira se dizia encantada. “Não imaginávamos que iria ser tão intenso assim”, dizia Marta. Nos intervalos da programação, passeios turísticos. “Já andamos de barco, conhecemos a feira. Estamos gostando muito”, diz ela.

No Mangueirão havia motivos para o encantamento da família. Coreografias coloridas e bem ensaiadas levavam os fiéis ao delírio. As 19h já não havia mais quase lugar nas arquibancadas centrais.

No gramado, o que foi exaustivamente ensaiado nos últimos meses ganhava vida.

As palavras ‘Centenário’, ‘Jesus’ e o número ‘100’ foram formadas pelos jovens coreógrafos. Alternavam-se às apresentações musicais no palco. O simbolismo da chegada dos pioneiros Gunnar Vingren e Daniel Berg também foi representado.

O mapa do Brasil foi formado pela coreografia humana. Um barco entrava pelo Pará. Ovações entusiásticas se faziam ouvir a cada menção a um Estado onde a Assembleia de Deus havia se espalhado no Brasil.

Outro momento que levou o estádio ao delírio foi a execução do Hino Nacional Brasileiro. Uma imensa bandeira foi desenrolada ao lado da arquibancada comumente destinado à torcida do Clube do Remo.

Famílias inteiras juntas pela fé

“Ó gloria. Ó Glória”, repetia nesses momentos a maranhense Maria Bezerra da Silva, 56 anos. “É muito emocionante”, dizia. “É um privilégio estar aqui nesse momento tão importante”.

Vendedora autônoma, Maria mora no bairro da Marambaia. Ao lado dela, o irmão Isaías Bezerra, 61, aproveitou a vinda a Belém para tratar de um problema no coração e o colocou em teste durante a celebração. “É uma emoção forte. Mas dá para aguentar”, disse. Bezerra mora em Tucuruí.

Do mesmo município veio a caravana que trouxe a técnica de enfermagem Irislene Sousa, 29 anos. Foram dois ônibus lotados de fiéis. “Estão todos espalhados, hospedados na casa de parentes e amigos”. O grupo chegou na quinta-feira de manhã. “Estamos amando”, resumia ela.

Depois do show coreográfico, foi a vez da pregação dos pastores. Pelo menos 12 iriam se revezar rapidamente.

O mais esperado era o pastor Silas Malafaia, nome quase mítico atualmente na Assembleia de Deus.

“Minha família toda veio saudar a glória do Senhor”, afirmava Raimundo Cândido Nazareno, 52 anos, ao lado de mulher e três filhos. Moradores do bairro da Terra Firme, diziam que só iriam embora ao final de todo o evento.

Fiéis lotam Centro de Convenções

Do lado de fora do Centro de Convenções da Assembleia de Deus, ônibus chegam a todo momento, lotados de fiéis. Na entrada, a recepção é feita de diversas maneiras. O “exército de Jesus” está posicionado e anuncia acontecimentos catastróficos que ocorreram pelo mundo. Outros distribuem orações e fazem fotos na entrada do centro.

O publicitário Marcos Oliveira chega com a família. Direto do aeroporto, todos seguiram ainda com as malas para o Centro de Convenções. Vieram de Manaus especialmente para as comemorações. “Resolvi vir em cima da hora e vamos ficar até o domingo. Com certeza valeu a pena ter vindo”, disse.

Dentro do centro, as histórias de fé se unem para comemorar mais um dia na programação do centenário da igreja. Milhares de pessoas lotaram o centro na manhã de ontem para participar das pregações, orações e louvores.

Nas palavras do pastor Marcos Feliciano, vindo de São Paulo para participar das comemorações, a dona de casa Maria Andrade encontrou motivação para continuar falando de Deus.

“Me sinto tão feliz e abençoada, cada vez com mais vontade de pregar a palavra do Senhor para as pessoas. É uma emoção muito grande poder participar desse momento único”.

Para a jovem Luiza dos Santos, o momento dos louvores é um dos mais especiais das celebrações. “Gosto muito das músicas, as letras são muito bonitas e trazem mensagens de paz”, contou. (Diário do Pará)

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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Centro de Convenções lotou para as homenagens


Se era para avaliar a capacidade de público, o novo Centro de Convenções, inaugurado ontem pela Assembleia de Deus, passou no teste. Nas estimativas da coordenação da igreja, quase 40 mil pessoas estiveram pela manhã no local, provocando um congestionamento na rodovia Augusto Montenegro, da área da Marinha ao Planetário próximo ao Mangueirão.

Foi o primeiro dos três grandes dias de celebração do Centenário da igreja . Além do centro, houve também a inauguração da avenida Centenário, ex-Independência, e por um curto espaço de tempo, Dalcídio Jurandir. A proposta de homenagem à igreja partiu do vereador José Scaff (PMDB) e teve aprovação unânime. “Há muito tempo os assembleianos tinham o sonho de denominar a avenida Independência como avenida Centenário. Através de um projeto meu, eles puderam inaugurar a avenida, que contribui para a história dessa igreja tão importante ao Pará”, disse o vereador.

Sob uma temperatura de 32 graus à sombra, fiéis de todas as partes começaram a chegar logo cedo ao Centro de Convenções.

Aviões da Esquadrilha da Fumaça homenagearam a celebração. Eram saudados com gritos de admiração. A emoção era tamanha que dezenas de pessoas foram atendidas pelas equipes médicas. “Pressão caía, motivada talvez pela emoção”, explicava uma enfermeira.

“É um dia de culto e de festa. A família cresceu”, recepcionava o presidente da Assembleia de Deus, Samuel Câmara, que foi um pouco mestre de cerimônia do evento que reuniu também autoridades políticas como o governador Simão Jatene, o prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho, e o prefeito de Belém, Duciomar Costa. O governador chegou às 10h45, com a mulher Ana Jatene, e disse que não estava ali para falar, mas para ver e ouvir. “Vim ver a continuidade de um milagre de um século atrás".

Já o prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho, destacou o orgulho de participar da celebração. “Às vezes carecemos de boas notícias e de autoestima elevada. Hoje podemos dizer que daqui de Belém estamos propagando a paz”.

Atenta às manifestações, mas um pouco incomodada com os decibéis que costumam ser irradiados de cultos em Belém, a família dos pioneiros suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg era procurada com admiração pelos fiéis. O pastor Manoel Brandão, 82 anos, saiu de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, para acompanhar a festa. Como conhecera Daniel Berg pessoalmente, fez questão de cumprimentar Ann-Sophia, a neta de Daniel Berg. Emocionado disse que só por isso a viagem já valera a pena. (Diário do Pará)

IEAD - O Centenário

Foto: Haroldo Azevedo

Milhares de fiéis unidos na abertura do centenário


Sexta-Feira, 17/06/2011, 08:00
Milhares de fiéis unidos na abertura do centenário (Foto: Daniel Pinto)

Lotado, Mangueirão precisou ser fechado, mas fiéis oraram mesmo fora (Foto: Daniel Pinto)

Cerca de 60 mil evangélicos lotaram o Estádio Olímpico Mangueirão, ontem à noite, durante a abertura da programação oficial do Centenário da Assembleia de Deus, que se estende até amanhã, data da fundação da igreja, em Belém, em 1911. A multidão acompanhou pregações e louvores de conferencistas e cantores nacionais e internacionais como Helena Raquel, Marco Feliciano, Pastor Jairinho, Elaine Cristina e Marco Aurélio.

O pastor Enaldo Brito, coordenador do Centenário da Assembleia de Deus, falou da felicidade em participar da “geração do centenário” e da grandiosidade da festa, orçada em R$ 25 milhões, incluindo o Centro de Convenções inaugurado ontem. “Isso mostra a fé do nosso povo, que não mediu forças para realizar essa festa aqui na sua cidade natal. Muito obrigado a todos que fizeram esse momento lindo acontecer”.

Para o pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus em Belém, momentos como esses refletem a força do povo e a gratidão a Deus por um século de vida da Igreja, que começou com dois homens em Belém e se expandiu por mais 176 países, alcançando 60 milhões de pessoas em todo o mundo.

“Hoje o dia esteve à altura dos cem anos da Assembleia de Deus, mostrando toda a força dos fiéis”. Segundo ele, o Mangueirão teve que ser fechado porque não comportava mais gente e muitos fiéis tiveram que ficar fora do estádio. “A Assembleia de Deus é feita pelos seus fiéis, que são maiores que seus líderes e têm joelhos que oram, mãos que trabalham e corações que vibram. Eu me alimento dessa vibração. Essa é a minha verdadeira inspiração”, afirmou Samuel Câmara na abertura do evento.

O ápice do evento foi a apresentação do grupo paraense Celebrai, que interpretou um dos hinos do Centenário, “Avante Vai!”, levantando a multidão. No momento, houve queima de fogos e apresentação de uma coreografia que simulou a chegada dos pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren em Belém.
Hulda Vasconcellos, que é filha de um dos pastores pioneiros da Igreja-Mãe, Alcebíades Pinheiro Vasconcellos, estava emocionada com a festa: “Foi tudo muito lindo. O momento do louvor com a coreografia e os fogos foi de arrepiar. Estou muito feliz.”

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DE HOJE

Hoje a programação começa às 8h, com o Impacto Pentecostal, no Centenário - Centro de Convenções. À noite, os fiéis se reunirão, a partir das 19h, no Mangueirão, para cultos e apresentações com Silas Malafaia, Damares e outros conferencistas .(Diário do Pará)

IEAD - O Centenário

Museu inaugurado conta saga da igreja


“Para mim é uma felicidade poder acompanhar nesta exposição a história da nossa igreja, uma história da qual eu também faço parte”, afirmou Xista Monteiro, 67, ao visitar pela primeira vez o Museu Nacional da Assembleia de Deus, inaugurado ontem, na rua São Diogo, no bairro da Campina.
Já o casal de primos Daniele e Wellington Dantas mostrou-se encantado com o acervo, que possui peças do início do século XX. A dupla veio da cidade de Picuí, na Paraíba, para acompanhar a programação do Centenário. “Já conhecemos a história da Assembleia de Deus, mas resolvemos vir a Belém para presenciar o início desta aventura pentecostal in loco”, afirma Wellington.
A ideia do museu foi alimentada pelo pastor Samuel Câmara desde 1994, quando foi construído o Museu Histórico da Assembleia de Deus, com um acervo discreto, no térreo do Templo Central. “A igreja vem guardando estes objetos ao longo dos anos. E com a proximidade do Centenário decidimos construir um espaço específico para este acervo”, conta o pastor Ruy Raiol.
O museu é dividido em cinco salas. A primeira é a solene “História da Assembleia”, onde estão em exposição objetos pessoais dos pioneiros, entre eles os baús dos missionários Samuel Nystrom e Nels Nelson e a bússola do barco Boas Novas.
O espaço “Mensagem de Vingren” convida o visitante a conhecer a história da Assembleia através de um mural e de objetos litúrgicos, como a jarra utilizada nos cerimoniais de ceia. Já a sala “Linha do Tempo” traça o desenvolvimento da igreja no Brasil desde 1911 até os dias atuais. A mostra atraiu cerca de 300 visitantes somente no primeiro dia.
CONVIDADOS
Os familiares de Gunnar Vingren e Daniel Berg e caravanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e do interior do Pará marcaram presença no local, além de autoridades como o prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho. (Diário do Pará)
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Dedicação de fé por vocação ou profissão?


São centenas, milhares de igrejas evangélicas espalhadas por toda a Região Metropolitana. Grandes ou pequenas, não importa. Há sempre um pastor pregando a palavra bíblica. Mas essa função é resultado de uma vocação ou deve ser vista como profissão? É uma discussão que vem se impondo cada vez de forma mais acentuada entre os membros das igrejas nacionais.

Algumas igrejas passaram a exigir formação superior em Teologia. Esse não é exatamente o caso da Assembleia de Deus. O que a igreja exige do pastor é uma formação teológica, seja ela básica, média ou de curso superior.

“No mundo atual, quando a maioria dos membros tem alguma formação acadêmica, é prioritário que pastores tenham igualmente. Alguns pastores atuam em ambientes com baixa formação. Neste caso é imprescindível que eles dominem não somente a teologia, como também antropologia, política internacional e outros assuntos”, avalia o diretor do Seminário Teológico da Assembleia de Deus em Belém (Setad), pastor Cláudio Pires.

O Seminário da Assembleia de Deus oferece cursos de Teologia em vários níveis. Há cursos que formam bacharéis, assim como licenciatura para formação de professores e até cursos para quem possui somente ensino fundamental ou ensino médio. A estrutura curricular dos cursos superiores abrangem disciplinas como Direito, Filosofia e cultura. Há ainda pós-graduação em nível de especialização e mestrado.

“O pastorado é uma vocação dada por Deus”, diz Firmino Gouveia, 86 anos. Ex-presidente da Assembleia de Deus e um dos pastores mais antigos da igreja, Firmino diz que cabe ao pastor saber honrar e dignificar essa vocação que lhe foi ofertada. “Ele é treinado por Deus para saber superar as adversidades da vida. É uma missão nobre”, diz.

Nobre e cada vez mais procurada. Afinal, há quem lute para que a função de pastor seja reconhecida como uma profissão, com direito a todos os benefícios trabalhistas. Estima-se que existam aproximadamente 190 mil igrejas evangélicas no país. Todas com seus respectivos pastores. Muitos com dedicação exclusiva.

CONGRESSO

A discussão em torno da regularização da profissão já tramitou pelo Senado Federal, através de um Projeto de Lei de 2005, arquivado em fevereiro deste ano.

Elaborado pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), o projeto regulamentaria a profissão de teólogo. De acordo com o projeto, só poderia exercer a profissão e ser considerado teólogo aquele que tivesse curso superior de Teologia reconhecido pelo poder público; diplomados em curso superior similar no exterior, após revalidação do diploma no Brasil; e os que, embora não diplomados, estivessem exercendo a atividade quando a lei fosse publicada.

“Eu só acredito que o exercício do pastorado deve ser exercido por vocacionados. O caminho da generalização denigre a imagem do pastor. Isso não pode ser visto como uma carreira”, diz o presidente da Assembleia de Deus, Samuel Câmara, 53 anos, pastor há três décadas, desde que abandonou a promissora carreira de médico para seguir a própria vocação.

O que o pastor defende é que haja um aperfeiçoamento dos vocacionados. “Tem que se aperfeiçoar para desenvolver os talentos dados por Deus”, diz.

De certa forma é o que também defende o pastor Benjamin Souza, um dos estudiosos da história da Assembleia de Deus. “Só a vocação não basta. O pastorado hoje é uma profissão, como um médico. A medicina é um sacerdócio. Sem essa vocação o médico vai tratar pacientes como uma mercadoria. Ser pastor, embora tenha esse lado profissional, porque tem exigências, precisa de vocação. Há pessoas que tem o chamamento para ser pastor, mas não tem vocação. São coisas que precisam andar juntas”, diz.

“Com toda essa diversidade de igreja, para todos os gostos e desgostos, há pastores e ‘pastores’. Tem os que se preparam para atender e corresponder ao chamamento. Eu não posso chegar no púlpito e ficar enrolando. Tenho de ter conhecimento bíblico, tenho de contextualizar histórica e socialmente”, complementa.

Renovação: fundamental a quem prega

“Internamente precisamos provocar o entendimento maior entre os diversos segmentos e tendências da igreja. A Assembleia de Deus é um movimento com vários matizes. Precisamos fazer com que esses segmentos se entendam”. A frase do presidente da Assembleia de Deus, Samuel Câmara, resume o sentimento atual da igreja, em face das divisões que a Assembleia tem vivido nos últimos anos, consequência, inclusive do próprio modo descentralizado que a igreja tem para se administrar.

Há um entendimento interno na cúpula da Assembleia em Belém que a igreja está acomodada. Igrejas mais recentes conseguem mobilizar milhões de pessoas nas capitais. A Assembleia de Deus ainda não passou a utilizar essas ferramentas de modo mais efetivo.

No livro base para o Centenário da Assembleia de Deus há a constatação de que a Assembleia de Deus ainda é muito ausente das cenas de tragédia, no Brasil e no mundo. “Nações inteiras podem ruir por um terremoto, e alguns pastores assembleianos continuam pregando dentro dos templos como se nada tivesse acontecido.

ATITUDES

Não há menção desses fatos em sites oficiais de igrejas, jornais e às vezes nem um pedido de oração nos púlpitos”, diz o livro.

Em outro trecho, o livro diz que “mesmo conservando sua finalidade evangelística, uma convenção pode também se posicionar contra crimes e corrupções na política. Não há como pregar salvação a um país sem bater de frente com o diabo e denunciar o erro. Jesus viveu assim”. (Diário do Pará)

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Rigor marca o ápice da programação do Centenário


O desafio de receber um número de pessoas que pode variar de 100 mil a 400 mil pessoas, dependendo do grau de otimismo dos organizadores, fez com que a Assembleia de Deus se preocupasse com os mínimos detalhes que cercam as celebrações do centenário da primeira igreja pentecostal brasileira.

Foram criadas 14 subcomissões para tratar de temas diversos como infraestrutura, hospedagem, transportes, alimentação, apoio, cerimonial, mídia, saúde, mobilização, ornamentação, ação social, batismo em água.

“Todas as equipes foram preparadas. Do transporte aos passeios turísticos”, diz o pastor Lucas Filho, que preside a Comissão de Logística, a que coordena todas as outras subcomissões.

O trabalho foi feito com cuidado. Um exemplo é em relação ao transporte. A igreja vai utilizar o estacionamento do estádio Mangueirão para os seis ônibus que irão transportar os fiéis do Estádio Olímpico ao Centenário Centro de Convenções, distante menos de três quilômetros do Mangueirão. “Além disso, teremos transporte do aeroporto até os locais onde as pessoas irão se hospedar”, diz o pastor.

A hospedagem também foi analisada com cuidado. Poucas semanas antes da festa, restavam apenas 10% de vagas nos hotéis em Belém e Ananindeua, segundo os organizadores da celebração do Centenário. Foram disponibilizadas três mil vagas em sítios e chácaras, para abrigar os visitantes cadastrados antecipadamente.

Alimentar a multidão que tomará conta da cidade de Belém não é tarefa fácil. No próprio espaço do Centro de Convenções será disponibilizada uma área de 400 metros quadrados para restaurantes. Além do próprio Mangueirão, que terá um espaço para um restaurante popular. “Fizemos uns convênios também com restaurantes e churrascarias da cidade”, diz o pastor.

TURISTAS

A receptividade aos turistas religiosos será feita até mesmo antes da chegada a Belém. Em 28 portos de Belém, os que chegarem pelos rios já serão recebidos pelas equipes cerimoniais. Além disso, a Assembleia de Deus vai disponibilizar pessoas na rodoviária, nos postos da Polícia Rodoviária e também em Capanema. “Quando as caravanas passarem já serão recebidas por nossos guias. Lá serão recepcionadas com um café da manhã. Esse mesmo tratamento será feito em Ananindeua”, diz o pastor Lucas Filho. A ideia, segundo ele, é que logo na chegada, um guia entre nos veículos passando as informações necessárias sobre o evento e sobre Belém.

Pelo menos três mil pessoas estão diretamente envolvidas nesse trabalho de estrutura da festa. Nos três principais dias do evento, haverá um plantão do Disk Saúde, com atendimento 24 horas. Entre médicos, enfermeiros e técnicos de saúde serão escalados 180 profissionais, sendo que no Mangueirão serão colocadas três ambulâncias. “É um trabalho de parceria com Prefeitura e Governo do Estado”, diz o pastor.

A grandiosidade do evento poderá ser acompanhada em todos os países de língua portuguesa. A transmissão ao vivo será feita pela Rádio e TV Boas Novas. “O evento também estará disponível na internet. Tudo vai estar integrado”, diz Lucas Filho.

AGENDE-SE

SEXTA, 17/06

8h - Impacto Pentecostal (Centro de Convenções); 19h - Concentração no Estádio Olímpico Edyr Proença, Mangueirão.

SÁBADO, 18/06

- Reconstituição da chegada de Berg e Vingren; - Marcha do Dia do Centenário; 19h - Celebração musical do Centenário no Mangueirão; 23h - Vigilhão do Centenário (Centro de Convenções).

DOMINGO, 19/06

- “Batismo do Centenário”, na Ilha de Outeiro

(Diário do Pará)

Empreendedores do Centenário fizeram a diferença


Sacola, serigrafia, mel, toalha, churrasco, frango, empadão, tacacá, tapioca, pipoca. Uma lista imensa, mas que define bem o esforço desprendido por cada um dos ‘Empreendedores do Centenário’, como foram chamados os fiéis da Assembleia de Deus que, com pequenos empreendimentos, ajudaram a erguer o principal símbolo físico das celebrações dos cem anos da igreja, o Centenário Centro de Convenções.

“Durante esse tempo todo as pessoas quiseram ajudar e deram sua contribuição, principalmente com pequenos negócios”, diz o pastor Samuel Câmara. Foi um esforço recompensado. Em um ano, a obra saiu do zero para fazer parte da programação do centenário, abrigando cerca de 20 mil fiéis por noite durante as celebrações.

PEQUENOS E FORTES

No início do ano, o pastor Alexandre Dias teve a ideia de vender churrascos e pizzas bem em frente à própria casa, na Marambaia, todas as terças-feiras e quintas-feiras. A Tenda do Churrasco já ganhou fama no bairro. “Temos vendido uma média de 50 churrasquinhos por dia”, diz o pastor.

Executivo de uma multinacional, o pastor Pedro Paulo Ferreira Freire, 45 anos, decidiu fazer de um hobby uma maneira de ajudar no centenário da igreja.

Colecionador de perfumes, aproveitou as viagens a trabalho para Macapá e passou a trazer o produto para vender. Em média traz cerca de 100 caixas de perfumes importados. Vendidos a R$ 30 a unidade, os perfumes renderam mais de R$ 15 mil de doação para a construção da obra. Além dos perfumes, o pastor e a mulher Marinilda Freire, 38 anos, comercializam garrafas de mel, compradas diretamente de um produtor do município de Capitão Poço. Cada remessa é de 100 garrafas. São vendidas às segunda-feiras, mas também ficam disponíveis na cantina do templo central. Já renderam R$ 10 mil.

Na Terra Firme, numa casa de alvenaria simples de dois andares, um casal ajudou fabricando serigrafia em camisas, faixas e bandeiras, visando o centenário. Os valores arrecadados são menores, mas a importância para a igreja é igual.

“Já arrecadamos mais de R$ 4 mil”, contabiliza João Batista Guimarães, 37 anos. “Aprendemos a costurar esse ano, depois que eu fiz um curso básico”, diz Nazaré, mulher de João Batista. As camisas são vendidas a R$ 10 para adulto e a metade do preço para as crianças. “Já chegamos a fazer 35 camisas num dia”, diz Batista.
Morando perto de uma rua que se chama Milagres, João Batista diz se sentir feliz com a possibilidade de ajudar nas celebrações. “Quando morrermos o prédio vai estar lá. Nós ajudamos a construir. Nesse momento me sinto como os pioneiros, com as dificuldades que eles enfrentaram para formar a igreja”.

BORDAR PARA DEUS

Na Angustura, Odinéia Pinheiro vende toalhinhas de rosto, bordadas por ela mesma numa moderna máquina informatizada. Chegou a R$ 1.000. Odinéia trabalha com costura na própria casa. A ideia dos bordados surgiu em agosto do ano passado. “Deus tocou meu coração, mostrando que eu podia fazer um pouco mais pelo centenário", diz ela.

Fonte : Diário do Pará

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Os donos do futuro da evangelização


Uma nova geração de evangélicos tem ajudado a transformar o perfil da igreja Assembleia de Deus. Ela se tornou mais tolerante e plural, embora mantenha intactos os princípios básicos que norteiam a fé cristã defendidas pela centenária congregação pentecostal. A nova geração não se prende a dogmas de vestimentas, tem relativa vaidade, cuida do corpo e está antenada com as novas redes sociais proporcionadas pela internet.

Andreza Burçãos é um exemplo. Com 20 anos, restam dois anos e meio para que se forme em Odontologia. Andreza é vaidosa. Capricha numa discreta maquiagem no rosto, usa roupas típicas de alguém da idade dela e gosta de música agitada. Tudo dentro do universo gospel.

“Há três anos Andreza namora Enaldo Júnior, também de 20 anos. Enaldo é filho de um pastor da Assembleia de Deus e lidera um grupo de jovens dentro da igreja.

Também vaidoso com o próprio corpo, Enaldo frequenta academia de ginástica e pratica esporte. Mas tudo sem excesso. Baladas, por exemplo, não fazem parte do repertório de vida dele. “O mundo oferece muita coisa sem substância. Muito jovem não sabe o que quer da vida e só pensa em curtição”, diz ele.

O que os dois não abrem mão é de um cinema. Comédias românticas e filmes de aventura estão entre os preferidos.

CASAMENTO

Essa atualidade tem limite, no entanto. Principalmente quando o assunto é sexo. “Minha visão é a de me guardar até o casamento”, diz Andreza.

É uma posição adotada e defendida também por Rebeca Portal, 15 anos, e Maely Freire, 16 anos. Maely é líder de núcleos evangélicos de adolescentes que se reúnem nas casas uns dos outros. Sobre sexo, é enfática. “Não gosto de me expor. A gente vive num mundo onde os jovens perderam valores. Eu tenho meus sonhos. Pretendo me casar pura, ter três filhos e três cachorros”, diz.

Para Rebeca, o namoro é uma fase de conhecimento e até mesmo amadurecimento. “Namoro não é só beijar na boca ou segurar na mão, mas é alguém com quem se deve contar em todos os momentos. Mas a respeito de sexo, acho que devemos nos guardar para alguém que realmente amamos e vamos nos casar. Pra mim o certo é o que está escrito na Bíblia. Ou seja: sexo só depois do casamento.

Ela diz que ser evangélica não a torna diferente. “É fato que pertencemos a um grupo cristão, mas somos iguais a qualquer jovem de nossa idade, mas claro que com restrições”, diz.

LIBERDADE

“É difícil dizer não ao assédio, mas eu prefiro ficar aguardando”, diz Pedro Paulo Freire, 18 anos, estudante universitário. Pedro Paulo quer ser empreendedor. Estuda Administração. Por enquanto, vive o que a idade lhe oferece. Joga futebol, frequenta academia. “É preciso gastar energia”, diz. Vez em quando frequenta uma balada gospel, com direito a funks, forrós, pagodes e outros ritmos, todos louvando a Deus. “O problema não são as baladas e sim o que a pessoa faz. Eu me valorizo e me sinto preenchido”, diz ele.

Na igreja que frequenta, no bairro do Marco, Marcelo Sousa, 25 anos, é chamado, na brincadeira, de ‘modelo’. Isso por conta da vaidade adotada por ele no modo de vestir. Ex-integrante de um grupo de pagode, ainda carrega um pouco do antigo modo de vida no estilo de roupa. Estão ali os cordões, as pulseiras, os anéis, vez em quando um chapéu e um gel no cabelo. Mas tudo isso, para Marcelo tem um sinônimo que lhe foi proporcionado pela igreja: liberdade. “O evangelho é liberdade. E liberdade não prende as pessoas naquilo que elas não querem ser”.

Uma nova linguagem, um novo tempo

Comportamentos como o dos novos e jovens integrantes da Assembleia de Deus acabam por ser criticados por parcelas das igrejas evangélicas. Mas foram jovens como eles que renovaram a forma de evangelizar. Essa condição é admitida pelo próprio presidente da Assembleia de Deus, Samuel Câmara. “O limite de tudo é a decência”, resume.

MUDANÇAS

Marcelo Sousa complementa. “Tem pessoas que vivem sob o jugo do pecado, mas viver sob o jugo da religião, quando se julga a tudo e a todos, acaba sendo uma forma de prisão também. Eu prego o Evangelho da maneira como Jesus me mandou pregar, com a minha linguagem e o meu tempo”.

A Assembleia de Deus sente que o momento é de mudança.

No livro base sobre o Centenário, há a seguinte afirmação: “imagine convenções utilizando recursos da internet para interagir com jovens, adultos e crianças. Transmitir cultos, realizar teleconferências para obreiros em suas próprias cidades”. (Diário do Pará)

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O único registro da primeira batizada pela igreja


Uma foto que entrou para a história. Sem ter exatamente noção de que era isso que acabava por fazer, Francisco de Assis Barreto passou a fazer arte das celebrações do Centenário da Assembleia de Deus por ser o fotógrafo que fez o único registro que se conhece da primeira pessoa a ser batizada sob o cânone da igreja pentecostal. Celina Martins Albuquerque foi imortalizada já quase no final da vida, num retiro para pessoas idosas, ainda lúcida. Foi a foto da vida de Barreto.

“Eu não tinha noção da importância que essa foto teria no futuro”, diz o fotógrafo aposentado. A fotografia já correu mundo. No dia 8 de junho, Celina Albuquerque foi mais uma vez lembrada, quando se completaram 100 anos do batismo dela. Foram realizados três cultos especiais para celebrar a data. O primeiro às 9h. O segundo às 15h e o terceiro às 19h. Todos os templos de Belém participaram desse momento.

Barreto lembra com clareza o dia em que a fotografou. “Foi na segunda metade da década de 60. Ela morava num abrigo próximo a Tavares Bastos. O pastor Francisco Vidal chegou comigo e deu a ideia. Disse que a irmã estava velhinha, que brevemente ela estaria partindo e que eu deveria fotografá-la”.

A foto em si é simples. Sentada numa cadeira de vime, os cabelos brancos presos, vestido claro, olhando para a frente, Celina foi clicada lateralmente, num jogo de luz e sombra. Ao fundo, dependendo do corte da foto, pode-se perceber uma mulher e um homem, que observam o instante fotográfico. “Fiz mais duas poses, uma com o pastor Vidal ao lado dela, mas essas se perderam”, conta Francisco Barreto.

Celina Albuquerque tinha 34 anos quando foi batizada. Até então era professora da Escola Dominical. Segundo os relatos históricos da Assembleia de Deus, estava acamada, sofrendo de um possível câncer nos lábios. Teria sido curada depois de intensas noites de oração, passando a querer ser batizada de acordo com os preceitos da igreja que surgia. O batismo ocorreu na madrugada de quinta-feira, 8 de junho de 1911.

Ao fotografar Celina, anos depois, Barreto considerou aquele apenas um trabalho, como outro qualquer. “Se fosse hoje eu iria conversar com ela, me empenhar para conhecer a história. Eu não tinha como imaginar a importância que esse registro teria. Mas sei que com essa foto eu entrei para a história”, reconhece o aposentado, enquanto tenta lembrar com qual, das tantas máquinas que ainda possui de lembrança de outra época, teria feito o tempo parar. (Diário do Pará)

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